Camaquã vai receber fábrica de
caminhões e pick ups
Camaquã foi município
escolhido pela empresa Shyian
Yunlihong Industrial & Trade Co. –
braço da Dongfeng Motos Corporation
para receber a fábrica de caminhões
leves e pick ups. O anúncio ocorreu
na tarde de terça-feira (17),
durante a solenidade de assinatura
do protocolo de intenções entre o
governo do Estado e a montadora.
O Rio Grande do Sul foi escolhido
pelo grupo chinês devido ao grande
número de empresas produtoras de
peças e de montagem, dispondo de uma
cadeia produtiva diversificada.
Outro ponto de destaque para os
chineses é o investimento gaúcho em
tecnologia e a qualificação
profissional do trabalhador gaúcho.
“Desde que chegamos, tivemos a
oportunidade de conhecer diversos
lugares e trabalhar em conjunto com
profissionais que nos deixam
confiantes com relação ao sucesso de
nossa empreitada. A hospitalidade do
povo do RS chamou nossa atenção e
será decisiva na decisão do local
onde nos instalaremos”, afirmou a
presidente do grupo chinês, Bailin
Xiang.
Uma grande expectativa já havia sido
gerada na manhã da segunda-feira
(16), em Tapes, quando Guilherme
Horle, representante brasileiro
(tradutor) do grupo de chineses
declarou que a montadora estava
inclinada a decidir por Camaquã. O
outro município que estava na
disputa era Santa Maria, na região
central do RS, que também já havia
sido visitada pelos chineses, que
apesar de não optar pela cidade do
centro do estado disseram que vão
indicá-la a outros investidores
asiáticos na sua volta pra casa.
“Queremos vocês todos numa grande
comemoração”, já afirmava o
empresário chinês ao final da
reunião na Câmara de Tapes.
O apoio regional na reunião em
Tapes
A comitiva chinesa
foi recebida em Tapes pelo prefeito
Sylvio Tejada e um grupo de
prefeitos e representantes políticos
da região, além do Vice-Governador
Beto Grill e o secretário do
Gabinete de Prefeitos e Relações
Federativas do Governo do Estado
Afonso Motta.
Em seu gabinete, Tejada apresentou
aos representantes da montadora o
projeto de um futuro terminal
portuário para Tapes. A obra do
terminal irá compor a hidrovia do
Mercosul, prevista no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) 2. O
sistema envolverá as lagoas Mirim e
Dos Patos, e os rios Jacuí e
Taquari.
Beto Gril reforçou o empenho do
estado em oferecer a infraestrutura
necessária para que o terminal seja
construído em Tapes e lembrou que
inclusive, por parte Governo
Federal, a outorga da Agência
Nacional de Transportes Aquaviários
(ANTAQ), já foi concedida, o que
indica a real possibilidade da
concretização do projeto.
O Vice-Governador destacou que a
vinda da montadora vai ser inserida
dentro de um contexto de
investimentos do Governo Estadual e
Federal ao combate das desigualdades
regionais e direcionadas ainda ao
pólo naval, o que significa uma
maior possibilidade de ganhos aos
futuros investidores.
“Uma montadora de expressão mundial
e um terminal portuário com certeza
vai acrescentar muito na nossa base
econômica e produtiva. O Governo do
estado se faz presente nessa reunião
para mais uma vez reafirmar sua
disposição para colocar a serviço da
região todas as suas equipes de
trabalho no sentido de viabilizar
esses dois acontecimentos que são
investimentos que se complementam e
se potencializam”, considerou o
Vice-Governador.
Para Motta outros fatores que devem
influenciar a escolha de Camaquã são
a riqueza de recursos naturais, a
abundante produção de alimentos e a
localização privilegiada, próximo ao
pólo naval de Rio Grande e da Lagoa
dos Patos.
O prefeito de Camaquã, Ernesto Molon
agradeceu e destacou o apoio
político e empresarial da região no
sentido de atrair a fábrica chinesa.
“O mais importante desse encontro
aqui hoje é essa união de forças
políticas regionais, independentes
de cores partidárias, mas todos
voltados a um mesmo objetivo que é o
desenvolvimento da nossa economia.
Assim como também vemos o empenho
dos governos estadual e federal nos
dando esse apoio tão fundamental
para que a região tenha a estrutura
necessária para absorver esses
investimentos”, colocou Molon.
Os representantes chineses se
surpreenderam com a proximidade dos
governos e a com a mobilização das
forças políticas, aspecto, segundo
eles, diferente da política de seu
país.
O
investimento inicial dos empresários
asiáticos no estado será de 80
milhões de dólares. A fábrica deve
gerar 500 empregos diretos e deverá
ter potencial para produzir 5 mil
unidades/ano.
O prefeito Sylvio Tejada, que
acompanhou os visitantes por
diversos pontos turísticos do
município e no local onde serão as
possíveis futuras instalações do
terminal portuário, comemorou o
saldo do dia de reuniões com
otimismo em relação aos projetos
municipais que dependem de apoio do
governo do estado.
“A decisão dos chineses pelo
município de Camaquã, considerou
como um fator indispensável e
importante à proximidade de um
Porto. Isto vem a comprovar que todo
o esforço que Tapes tem feito para
ter o Porto será realmente um
diferencial para o desenvolvimento
para o nosso Município e Região.
Embora a implantação do Porto e do
Distrito Industrial ainda passa por
trâmites no Governo do Estado, foi o
próprio Governo, representado pelo
vice Governador e pelo secretario de
Assuntos Federativos que se
comprometeu com a missão chinesa que
haverá o Porto”, colocou confiante o
prefeito tapense.
Plano prevê
torres na
margem do
Guaíba
Divulgado o
Plano de
Infraestrutura
Estratégica
elaborado
por meio de
uma parceria
entre a
Ufrgs e a
Prefeitura.
O Município
desenvolveu
um Plano de
Infraestrutura
Estratégica
(PIES), que
foi
apresentado
na
quarta-feira,
dia 4, no
Auditório da
Prefeitura.
O Executivo
Municipal
contratou o
estudo da
Fundação da
Universidade
Federal do
Rio Grande
do Sul (Ufrgs),
visando
estabelecer
diretrizes
para
investimento
em
infraestruturas
de apoio ao
desenvolvimento
econômico e
socioambiental.
Pela
primeira vez
na história
de Guaíba
foi
realizado um
plano para
desenvolver
a Cidade. O
trabalho,
coordenado
pelo
professor
Benamy
Turkienicz e
que levou
cerca de
dois anos
para ser
concluído,
partiu de
uma análise
das vocações
econômicas,
da situação
geográfica e
dos recursos
existentes
no Município
para
proposição
de ações de
médio e
longo
prazos, com
investimentos
conjuntos.
Para isso,
foi
realizado um
diagnóstico,
que contou
com a
participação
de
representantes
de diversos
setores da
sociedade.
Potencialidades
O Plano
aponta que a
Cidade tem
potencial
para
desenvolver
o turismo,
considerando
a
localização
ao lado do
Lago Guaíba
e a questão
histórica. E
ainda pode
crescer
muito nos
segmentos
industrial e
tecnológico.
“O
crescimento
vai ocorrer
de qualquer
maneira,
cabe ao
Município
qualificar
este
crescimento”,
ressaltou o
professor
Benamy. Para
ele, a força
de Guaíba
está na sua
localização
estratégica,
inserida na
Região
Metropolitana
de Porto
Alegre, com
ligação às
BRs 116 e
290, ao
sistema
hidroviário,
que deverá
se expandir,
à
proximidade
do aeroporto
e da rede
ferroviária,
o que
fortalece o
potencial de
articulação
intermodal.
Benamy
destacou,
também, a
viabilidade
de
construção
de um
aeroporto em
Eldorado do
Sul,
apresentando
mapas e
dados.
Existe uma
estimativa
de que até
2025 a
Cidade possa
passar dos
atuais 95
mil
habitantes
para 195
mil. Isso
mostra a
importância
de planejar
o seu
crescimento
para evitar
o caos.
Polo
Econômico
O PIES
destaca o
potencial de
Guaíba como
polo
econômico na
Região,
considerando
a
localização
e grande
disponibilidade
de mão de
obra. Para
Benamy, é
preciso
também
pensar
Guaíba
integrada
com Porto
Alegre. “Uma
cidade com
duas
margens”,
observou. O
estudo
revela que o
Município
ocupa apenas
3% da sua
área própria
para a
expansão
industrial.
Guaíba e
Eldorado do
Sul possuem
cerca de
sete mil
hectares de
áreas para a
implantação
de
indústrias.
Isso
significa
mais do que
todos os
demais
municípios
da Região
Metropolitana
somados.
Como
Crescer
Uma
orientação
importante
relacionada
com a
ocupação do
solo diz
respeito a
possibilidade
de integrar
indústrias
com
residências
e
universidades,
sem a
necessidade
de criar
áreas
isoladas. A
proposta do
Plano é
manter o
Centro
Histórico
preservado,
mas abrindo
a
possibilidade
para a
construção
de torres de
escritórios
e moradias
na margem,
próximo ao
terminal
hidroviário.
Com isso,
amplia-se a
densidade
habitacional
e cria-se a
possibilidade
da Cidade se
tornar um
centro de
negócios,
disponibilizando
importante
oferta de
escritórios.
Integrantes
da AMA
presentes no
evento
mostraram
preocupação
com a
construção
de torres na
margem. No
entanto, o
Professor
Benamy
explicou que
é um erro
pensar que
construções
verticais
prejudicam o
meio
ambiente.
Ele
ressaltou
que, se for
feito com
critérios,
há ganhos
importantes,
citando o
caso da City
de Londres,
o maior
centro de
negócios da
Europa. Lá,
a
arquitetura
antiga foi
preservada e
foram
construídas
torres, sem
descaracterizar
a Cidade,
que ganhou
muito com a
geração de
renda e
empregos. “É
preciso
saber jogar
com os
terrenos e
os projetos.
Numa área de
dois
hectares de
torres,
pode-se
valorizar a
ocupação e
preservar o
ambiente”,
explicou o
professor.
Túlio
Carvalho,
representante
da AMA,
reconheceu
que pode
haver
compensações
neste caso:
em troca das
torres, os
empreendedores
investiriam
em áreas de
preservação,
como o Morro
da
Hidráulica,
por exemplo.
O Plano de
Infraestrutura
Estratégica
foi
elaborado
por uma
equipe de
professores
e estudantes
da Ufrgs,
com apoio de
técnicos da
Prefeitura
de Guaíba. A
coordenação
da equipe
local foi do
arquiteto
Reginaldo
Lacerda,
diretor
Municipal de
Habitação. O
trabalho
contou
também com a
participação
de
aproximadamente
cem
representantes
da
sociedade,
de diversos
segmentos,
que
trabalharam
em grupos
durante
evento
realizado no
mês de
novembro de
2011 na
Ulbra. A
Prefeitura
promete
disponibilizar
o Plano em
seu site na
Internet. No
encerramento
da
apresentação,
foi unânime
o
entendimento
de que este
Plano
somente terá
validade se
for colocado
em prática
com ações
conjuntas.
Paralelo a
este
trabalho,
foi
realizado um
Plano de
Habitação,
conforme
amplamente
divulgado
pela Gazeta
Centro-Sul.
Foto: LA/GCS
Publicado em
6/4/12.
40 anos
em Guaíba
Exposição
fotográfica
marca os 40
anos da
Celulose
Riograndense.
Há quatro
décadas, no
dia 16 de
março de
1972, a
indústria
norueguesa
Borregaard
inaugurou
suas
instalações
em Guaíba,
modificando
o perfil
econômico do
Município.
Muitos
empregos
foram
gerados e a
economia
local reagiu
para se
adaptar aos
novos tempos
que traziam
profissionais
de outras
cidades
estados e
até mesmo de
fora do
Brasil.
Desde então,
o processo
de
crescimento
esteve, de
alguma
forma,
presente na
vida da
maioria dos
guaibenses.
Resgatar
essa
trajetória
através de
uma
exposição
fotográfica
foi a
alternativa
encontrada
pela empresa
durante as
atividades
comemorativas
dos 40 anos
no Rio
Grande do
Sul. Na
noite de
quinta-feira,
15, um
coquetel
marcou a
abertura da
Mostra que
se estendeu
até ontem,
23, das 11
às 16 horas,
possibilitando
ampla
participação
de
funcionários,
prestadores
de serviços
e
comunidade.
A Exposição
foi composta
por 150
imagens
digitalizadas
desde a
terraplanagem,
construção
dos prédios,
início dos
hortos e
demais
etapas de
ampliação da
indústria.
Linha
do tempo
As
atividades
preparatórias
à instalação
da
Borregaard,
iniciaram em
1966 e dois
anos mais
tarde
iniciava o
primeiro
plantio de
eucaliptos,
mas foi
somente em
1970 que a
Fazenda
Barba Negra
foi
adquirida
objetivando
o plantio de
florestas,
para ser
inaugurada
em 1972. Em
1974,
reclamações
sobre o mau
cheiro
decorrente
do processo
de
fabricação
da celulose
necessitou
de
investimentos
na
instalação
de
equipamentos
tecnológicos
para reduzir
emissão de
gases. Em
1975, a
empresa
passa a se
chamar
Riocell e,
em 1982 com
novo
controle
acionário
inicia um
sistema de
fabricação
utilizando a
caldeira de
carvão,
unidade de
branqueamento,
produção de
produtos
químicos e
máquina de
secagem. No
ano de 1993,
a empresa
conquista o
certificado
ISO 9002, em
1996 recebe
a
certificação
14.001, e em
2001 a FSC,
relativo ao
bom manejo
florestal.
Ampliação da
produção de
300 mil
toneladas/ano
para 400 mil
marca o ano
de 2002, já
com 100% do
controle
pela Klabin.
Em 2004, a
razão social
muda para
Aracruz, e
em 2006,
houve um
aumento de
capacidade
de
investimento
e a produção
foi para 430
mil
toneladas/ano
de celulose
branqueada.
Em 2008
ocorre a
fusão com
Votorantim
que originou
a Fibria,
vendida para
o grupo
chilelo CMPC,
que em 2009,
denomina a
unidade de
Guaíba de
Celulose
Riograndense.
Projeto de
expansão
De acordo
com o
presidente
da Empresa,
Walter Lídio
Nunes, em
entrevista a
Gazeta
Centro-Sul,
o projeto de
expansão da
planta de
Guaíba
continua sem
qualquer
alteração no
seu
cronograma e
que até o
final de
abril todos
os projetos
de
engenharia
básica
estarão
concluídos.
A partir
daí, o
projeto
global será
apresentado
aos
acionistas.
Ele acredita
que as
atividades
de
instalação
da nova
fábrica
começarão no
segundo
semestre
deste ano.
Walter Lídio
lembrou que
as mudanças
do sistema
viário no
entorno do
parque
industrial
da empresa
estão
bastante
adiantadas.
A Celulose
Riograndense,
que produz
atualmente
450 mil
toneladas/ano
de celulose,
deverá
passar para
1,8 milhão
de
toneladas/ano
com a nova
planta. A
empresa
possui cerca
de 215 mil
hectares de
áreas
plantadas
com
eucalipto,
necessários
para suprir
a produção
de celulose
para os
próximos
sete anos.
Destes,
cerca de 80
mil são de
preservação
e fomento.
Para
viabilizar o
projeto de
expansão a
longo prazo
são
necessários
mais 25 mil
hectares.